Hoje milhares de municípios brasileiros convivem com grandes contingentes de cães e gatos em situação de abandono. Esse cenário está diretamente ligado à vulnerabilidade social, ausência de programas permanentes de castração, falta de mapeamento territorial da população animal e baixa integração entre políticas públicas. Sem diagnóstico territorial, a fiscalização costuma agir apenas quando o problema já virou crise.
A nota técnica encaminhada aos Ministérios do Meio Ambiente, Justiça, Saúde e Desenvolvimento Social propõe aproveitar uma estrutura que já existe e funciona diariamente em todo o país: a rede de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE). Durante visitas domiciliares, esses profissionais poderiam aplicar um questionário simples registrando informações básicas sobre presença de cães e gatos nas residências, condição sanitária dos animais, número aproximado de animais por domicílio e possíveis situações de abandono ou reprodução descontrolada.