Essa desigualdade pode ser compreendida através do conceito da Pirâmide Social dos Animais de Companhia.
No topo estão os animais com tutor e acesso a cuidados veterinários. Logo abaixo estão os animais de famílias com menor renda, que dependem muitas vezes de campanhas públicas.
Mais abaixo aparecem os animais comunitários, que vivem em determinado território e recebem alimentação ou cuidado informal da população local.
Na base da pirâmide estão os animais errantes, sem tutor e sem proteção comunitária, onde se concentram os maiores problemas sanitários e populacionais.
No ponto mais invisível estão os animais em situação extrema: abandonados, feridos ou vivendo em colônias desestruturadas.
O grande desafio das políticas públicas é que muitas vezes elas são desenhadas olhando o topo da pirâmide, enquanto o sofrimento real e o crescimento populacional acontecem justamente na base.
Reconhecer essa estrutura é fundamental para construir políticas públicas eficientes de controle populacional, saúde pública e bem-estar animal.
