Vale-Ração: o mínimo para
sustentar quem já sustenta tudo
Em ano eleitoral, fala-se muito sobre proteção animal.
Mas quem está na ponta sabe: o problema não é falta de discurso. É falta de
ração.
Voluntários mantêm animais resgatados com recursos próprios. Pagam alimentação, cuidados e ainda sustentam um sistema que deveria ser público. Muitos já pararam. Não por falta de vontade, mas por falta de condição.
Proposta objetiva: criação do Vale-Ração para animais
acolhidos, garantindo 10 kg por mês por animal, mediante cadastro simples de
protetores e distribuição contínua.
Como viabilizar: parceria direta com a indústria de
ração, com fornecimento em escala, incentivos fiscais e logística regional. É
simples e executável.
Impacto esperado: redução da desistência de voluntários,
aumento da capacidade de acolhimento, diminuição do número de animais nas ruas
e menor pressão sobre o poder público.
Para candidatos: se a pauta é proteção animal, comece
pelo básico. Garantir alimentação é o primeiro passo.
Conclusão: sem ração, não há resgate sustentável. Apoiar o voluntariado não é favor. É política pública eficiente.
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