domingo, 8 de março de 2026

VIOLÊNCIA CONTRA ANIMAIS TAMBÉM PODE SER SINAL DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Apps de mobilidade divulgarão Ligue 180 durante março... (poder360)

Março, marcado mundialmente como o Mês da Mulher, também traz à tona um tema ainda pouco discutido no Brasil: a relação entre a violência contra animais e a violência doméstica.

Diversos estudos internacionais e experiências de delegacias especializadas indicam que agressores que praticam maus-tratos contra animais frequentemente também cometem violência contra mulheres, crianças e idosos dentro do mesmo ambiente familiar.

No Brasil, o debate tem ganhado espaço entre especialistas em segurança pública, proteção animal e saúde coletiva. Em muitos casos, animais são utilizados como forma de ameaça emocional, intimidação ou punição contra vítimas de violência doméstica.

É fundamental que a sociedade compreenda essa conexão.

“Quando um animal é agredido dentro de casa, muitas vezes ele é apenas o primeiro elo de uma cadeia de violência. Proteger os animais também pode significar proteger mulheres e famílias inteiras.”

Experiências em diversos países já incluem protocolos de cooperação entre serviços de proteção animal e redes de proteção à mulher, permitindo que sinais de maus-tratos sirvam como alerta precoce para situações de risco.

No Brasil, especialistas defendem que médicos-veterinários, agentes públicos e organizações de proteção animal também possam notificar suspeitas de maus-tratos associados à violência doméstica, fortalecendo a rede de proteção social.

Neste Mês da Mulher, a reflexão vai além das homenagens: reconhecer a ligação entre diferentes formas de violência pode ser um passo importante para salvar vidas — humanas e animais.

 

ELEIÇÕES 2026



sábado, 7 de março de 2026

🐾 SEMPRE AO SEU LADO… AINDA

Muita gente lembra do filme Sempre ao Seu Lado, em que o cão Hachikō espera todos os dias pelo tutor que nunca mais voltaria.

O ator Rchard Gere levou essa história para milhões de pessoas.

·       Ele apenas espera.

·       Espera a voz chamar.

·       Espera o mundo voltar a ser como era.

Mas fora do cinema, isso acontece de verdade.

Quando um tutor morre, o animal não entende hospitais, funerais ou despedidas.

Espera a porta abrir.

A sociedade começa a reconhecer que animais sentem — avanços como a chamada Lei Bob Coveiro mostram que o vínculo entre humanos e seus companheiros de quatro patas já não pode mais ser tratado como algo menor.

Mas ainda quase não falamos sobre a dor silenciosa de quem fica esperando.

Talvez um dia a humanidade esteja pronta para discutir também isso.

Porque para alguns cães e gatos, o amor não termina quando o tutor parte.

Eles continuam ali.

Sempre ao seu lado. Ainda.





quarta-feira, 4 de março de 2026

GOVERNO VAI MAPEAR TURISMO PET FRIENDLY NO BRASIL

Ministério do Turismolança edital para contratação de consultoria para diagnóstico em mapeamento doTurismo Pet Friendly no Brasil

O Ministério do Turismo, em parceria com a UNESCO, lançou um edital para contratação de consultoria especializada (pessoa física) para realizar estudos, levantamento e sistematização de dados voltados à elaboração de um diagnóstico e mapeamento do Turismo Pet Friendly no Brasil. A iniciativa vai subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas e orientar o fortalecimento desse segmento estratégico no turismo nacional.  As inscrições estão abertas até o dia 6 de março.

A consultoria terá como foco a análise do mercado turístico pet friendly, incluindo a oferta de serviços, a demanda atual e potencial e o ecossistema que envolve empreendimentos, destinos, operadores e experiências nas 27 unidades da federação.  

......

terça-feira, 3 de março de 2026

1,2 MIL CASINHAS EM SÃO PAULO


Em parceria com o Projeto Pet Comunitário, Farma Conde celebra 1,2 mil casinhas entregues

A Farma Conde consolidou seu papel na causa animal ao apoiar o Projeto Pet Comunitário, iniciativa criada pelo comerciante e ex-vereador de São José dos Campos, Robertinho da Padaria. Em fevereiro de 2026, o projeto atingiu a marca histórica de 1,2 mil casinhas entregues para animais em situação de rua em todo o Estado de São Paulo.

A rede de farmácias desempenha um papel fundamental na viabilização das entregas, oferecendo suporte na construção das estruturas e garantindo a logística de transporte para diferentes municípios paulistas.

Neste final de semana, a frota da Farma Conde realiza o transporte de 10 casinhas destinadas a gatos para a cidade de Ribeirão Preto, localizada a cerca de 350 quilômetros de São José dos Campos. O projeto já possui estruturas instaladas em diversas localidades, incluindo: (continua)

IDEIA LEGISLATIVA, APOIE!

Como Funciona

 
 
Instituir a integração do Cadastro Nacional de Cães e Gatos (SinPatinhas) ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC), nos termos da Lei nº 12.608/2012, permitindo sua utilização como instrumento de comunicação preventiva e resposta em situações de desastres, emergências e riscos sanitários. A proposta autoriza o envio de informações oficiais a tutores e responsáveis por animais comunitários por meio de canais digitais de amplo alcance, com base no consentimento já previsto no cadastro. O objetivo é apoiar ações de resgate, orientar evacuações, reduzir perdas e fortalecer o planejamento territorial, alinhando o manejo populacional às diretrizes da Polít. Nac. de Prot. Civil.

domingo, 1 de março de 2026

NÃO EXISTE PREVENÇÃO DE ZOONOSES SEM CASTRAÇÃO.


A prevenção efetiva de zoonoses urbanas não pode ocorrer dissociada do manejo populacional de cães e gatos.

O avanço normativo que afastou o modelo histórico de recolhimento indiscriminado e eliminatório representou importante evolução ética. Contudo, observa-se que, em muitos contextos locais, essa mudança tem sido interpretada como afastamento dos serviços de Vigilância de Zoonoses de qualquer atuação operacional relacionada à captura humanitária.

Tal interpretação compromete a própria finalidade sanitária do serviço.
Situações recorrentes em áreas urbanas — como formação de agrupamentos de cães em torno de fêmeas no cio, conflitos em via pública e riscos de acidentes e mordeduras — configuram não apenas questões de bem-estar animal, mas eventos com impacto direto na saúde coletiva.
O manejo populacional, baseado em:
  • · contenção humanitária
  • · captura segura
  • · esterilização
  • · retorno assistido
Constitui instrumento reconhecido de prevenção.
Sem a etapa de captura técnica e logística básica, programas municipais de esterilização tornam-se inviáveis, enfraquecendo a capacidade preventiva do sistema.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

PROTEÇÃO E RESGATE DE ANIMAIS EM DESASTRES VAI À SANÇÃO.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) um projeto de lei que cria uma política nacional de proteção, resgate e manejo de animais atingidos por acidentes e desastres, com responsabilidades para o poder público e para empreendedores. O PL 2.950/2019, do senador Wellington Fagundes, segue para sanção presidencial.

Fonte: Agência Senado

ESTATUTO DOS CÃES E GATOS ESTÁ COM O SENADOR FABIANO CONTARATO NA CCJ DO SENADO

Da norma punitiva à pedagogia institucional

Em análise na Comissão de Constituição e Justiça sob relatoria do Senador Fabiano Contarato, o Estatuto dos Cães e Gatos representa uma oportunidade rara: estruturar juridicamente um fenômeno social que já ultrapassou o campo da tutela privada.

Hoje, cães e gatos não são apenas “animais de estimação”. São entes sociais dependentes, fruto direto da domesticação humana histórica.

No Brasil, estimam-se cerca de 90 milhões de cães e gatos. No mundo, mais de 1,3 bilhão.

Sem política estruturada, sua dinâmica reprodutiva potencial supera em muito a humana — e transfere às futuras gerações o risco de medidas de controle reativo, caras e eticamente traumáticas.

O Estatuto pode evitar esse cenário.

Mas apenas se for concebido como instrumento de organização social — não como ampliação punitiva.

 O PROBLEMA ATUAL

  • Quem abandona → raramente responsabilizado
  • Quem acolhe → frequentemente sobrecarregado e exposto
  • A ausência de estrutura transforma compaixão em passivo jurídico.
Coexistência humano-animal é fato social permanente.
  • responsabilidade compartilhada
  • planejamento demográfico
  • instrumentos econômicos
  • pedagogia pública
  • Não apenas sanção.
  • Estado, sociedade e cadeia produtiva devem dividir o dever de prevenção populacional.
  • Educação → Identificação → Esterilização → Acolhimento → Sanção
  • Prever salvaguardas a cuidadores comunitários e lares temporários.
  • Fundos locais, vouchers e parcerias.
  • Metas, registro e monitoramento.
  • princípios de cirurgia moderna
  • adesivos e selantes
  • barreiras protetoras
  • estratégias seguras de inibição de lambedura
  • medicamentos de longa duração
  • reduza litígios futuros
  • proteja quem cuida
  • organize a coexistência antes que a ausência de ação imponha soluções coercitivas às próximas gerações.
x

 Hoje, o sistema produz uma distorção:

 O PRINCÍPIO NORTEADOR

 O Estatuto deve afirmar:

Logo, exige:

 SUBSÍDIOS PRIORITÁRIOS

 Responsabilidade compartilhada

2. Hierarquia de intervenção

Prevenção antes da punição:

3. Proteção ao voluntariado

4. Instrumentos financeiros

5. Planejamento populacional

 ADENDO TÉCNICO — CASTRAÇÃO COMO INFRAESTRUTURA SOCIAL

Programas de esterilização fracassam menos pela cirurgia e mais pelo pós-operatório.

 O Estatuto deve legitimar:

Sem técnica adequada: mutirões geram novas filas de sofrimento.

Com técnica moderna: tornam-se política preventiva sustentável.

 CONCLUSÃO

Sob relatoria do Senador Contarato, há a oportunidade de estruturar um marco que: