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Março, marcado mundialmente como o Mês da Mulher, também traz à tona um tema ainda pouco discutido no Brasil: a relação entre a violência contra animais e a violência doméstica.
Diversos estudos internacionais e experiências de delegacias especializadas indicam que agressores que praticam maus-tratos contra animais frequentemente também cometem violência contra mulheres, crianças e idosos dentro do mesmo ambiente familiar.
No Brasil, o debate tem ganhado espaço entre especialistas em segurança pública, proteção animal e saúde coletiva. Em muitos casos, animais são utilizados como forma de ameaça emocional, intimidação ou punição contra vítimas de violência doméstica.
É fundamental que a sociedade compreenda essa conexão.
“Quando um animal é agredido dentro de casa, muitas vezes ele é apenas o primeiro elo de uma cadeia de violência. Proteger os animais também pode significar proteger mulheres e famílias inteiras.”
Experiências em diversos países já incluem protocolos de cooperação entre serviços de proteção animal e redes de proteção à mulher, permitindo que sinais de maus-tratos sirvam como alerta precoce para situações de risco.
No Brasil, especialistas defendem que médicos-veterinários, agentes públicos e organizações de proteção animal também possam notificar suspeitas de maus-tratos associados à violência doméstica, fortalecendo a rede de proteção social.
Neste Mês da Mulher, a reflexão vai além das homenagens: reconhecer a ligação entre diferentes formas de violência pode ser um passo importante para salvar vidas — humanas e animais.

