quarta-feira, 1 de abril de 2026

TOQUINHAANIMAL

 



terça-feira, 31 de março de 2026

FAZ UMA TOCA. VAI !

TÁ CHOVENDO. FAZ UMA TOCA. VAI.

As chuvas chegaram.

E, pra muitos animais, isso significa uma coisa simples e brutal: não há onde se proteger.

Enquanto a cidade corre pra dentro de casa, milhares ficam do lado de fora — molhados, com frio, sem abrigo.

Mas aqui vai a verdade que ninguém fala:

👉 não precisa de estrutura perfeita
👉 não precisa de dinheiro alto
👉 não precisa esperar ninguém

Qualquer coisa pode virar uma toca.

  • Tambor plástico ou metálico
  • Caixa d’água danificada
  • Gabinete de máquina de lavar ou tanquinho
  • Bombonas pequenas ou grandes
  • Caixas, pallets, o que tiver

Um corte.
Um apoio pra não encostar no chão.
Um pedaço de pano ou papelão dentro.

Pronto.

Isso já muda tudo.

Não é estética.
Não é projeto bonito de rede social.
É sobrevivência.

Uma toca na sua rua pode ser a diferença entre um animal passar a noite tremendo na chuva… ou seco, protegido, vivo.

“Minha Toca” não é uma ideia distante.
É algo que pode começar agora, com o que você tem.

Não espere prefeitura.
Não espere ONG.
Não espere alguém autorizar.

Olhe ao redor.
Sempre tem algo que pode virar abrigo.

A chuva já começou.

Tá chovendo. Faz uma toca. Vai.

domingo, 29 de março de 2026

TRÊS FACES. O MESMO PADRÃO.

 Brasil. Amazônia. Agora.

No Pará, uma rede de zoossadismo foi denunciada: produção e venda de vídeos de tortura de animais sob encomenda, com alcance internacional. Não é desvio. É mercado.

👉 https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/norte/pa/esquema-de-crueldade-contra-animais-e-denunciado-pelo-mpf-no-para/

Em Manaus, um homem morreu sozinho dentro de casa. Dias sem qualquer resposta. Os cães, levados ao limite, consumiram o corpo. Não é o fim que choca. É o abandono antes dele.

Fora do Brasil, a mesma lógica em escala: eliminar em massa para “resolver” rápido.

E no topo, o sinal: quando o cuidado é tratado como excesso, a indiferença vira política.

Quatro pontos. Um padrão: quando dá dinheiro, explora. Quando dá trabalho, ignora. Quando incomoda, elimina.

Isso não está longe. Está acontecendo agora.

sábado, 28 de março de 2026

SEMPRE AO NOSSO LADO

Enquanto o mundo pesa…
eles só ficam.
  • Sem cobrança.
  • Sem pressa.
  • Sem julgamento.
  • Só presença.


Talvez seja isso que a gente mais esqueceu de oferecer uns aos outros.
Adotemos a felicidade. 🐾

quinta-feira, 26 de março de 2026

A CRUELDADE EVOLUIU: O ZOOSSADISMO JÁ É REALIDADE


O termo zoossadismo não é exagero retórico — é uma descrição precisa de uma realidade que se repete, escala e se normaliza. A recente matéria e o debate promovido pelo Fórum Permanente de Pós-Humanismo e Defesa dos Animais Cláudio Cavalcanti deixam claro: há uma transformação em curso.

E ela não é civilizatória.

A ideia confortável de que “sempre foi assim” não se sustenta. A história registra violência, sim — mas não a banalização sistemática, pública e até exibida como entretenimento, como vemos hoje. Isso não é herança da antiguidade. Isso é um produto do nosso tempo.

Temos hoje:

  • Casos recorrentes de tortura deliberada contra animais
  • Participação de jovens e adultos em práticas de crueldade ativa
  • Exposição e circulação dessas práticas como conteúdo

Isso não é descuido. É intenção.

E mais grave: isso é sintoma de um problema estrutural que estamos ignorando.

A superpopulação de cães e gatos, aliada à ausência de políticas públicas eficazes, cria o ambiente perfeito para abandono, negligência e, no limite, a violência extrema.

Os dados que reunimos — inclusive nas dezenas de notícias recentes sobre maus-tratos — já são suficientes para caracterizar uma crise.

A pergunta não é mais “se” devemos agir.
A pergunta é: por que ainda não estamos agindo de forma coordenada e efetiva?

Nesse contexto, defendemos:

  1. O reconhecimento do zoossadismo como fenômeno social emergente, não como exceção.
  2. O uso de instrumentos de pressão institucional — como o ECG e outros mecanismos — para exigir ação concreta do poder público.
  3. A implementação de políticas contínuas de controle populacional (castração em escala, identificação, fiscalização).
  4. A responsabilização efetiva de agressores, com enquadramento compatível com a gravidade dos atos.

Não se trata apenas de proteção animal.

Trata-se de reconhecer que uma sociedade que tolera — ou ignora — esse nível de crueldade está, ela mesma, em processo de deterioração.

O material jurídico e conceitual apresentado na matéria abaixo pode — e deve — servir como base para avançarmos:

https://www.conjur.com.br/2026-mar-04/zoossadismo-a-tortura-contra-animais-e-o-caso-do-cao-orelha/

Não é mais possível tratar isso como episódios desconectados.

Estamos vendo o mesmo padrão, repetido.

E isso exige resposta.

Atenciosamente,


SUBSIDIOS TECNICO LEGISLATIVO AO ESTATUTO DOS CÃES E GATOS


segunda-feira, 23 de março de 2026

UM SUS VETERINÁRIO É POSSÍVEL, BELO HORIZONTE JÁ PLANTOU A BASE

Rodrigo Clemente / PBH

Complexo Público Veterinário ganha novas unidades e estruturas mais modernas

criado em  - atualizado em 

O Complexo Público Veterinário de Belo Horizonte será ampliado com a integração de três unidades de serviços distintos para a garantia do bem-estar animal. O sistema será composto pelo Complexo Médico Veterinário, Unidade Básica de Saúde - UBS Animal e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências e Emergências Médico-Veterinárias (SAMUVET). O modelo assistencial terá ampliação na capacidade operacional e reorganização dos fluxos de atendimento. Quando a rede estiver toda estruturada, os atuais 45 atendimentos diários passarão para 75.

O anúncio da ampliação foi feito nesta sexta-feira (27) pelo prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião. “Antes a gente tinha somente um complexo, que era esse aqui do Madre Gertrudes, onde já atendemos 50 mil animais, aproximadamente. E o investimento que a Prefeitura fazia era de R$395 mil reais e nós passamos para R$625 mil no primeiro ano de mandato. Quase dobramos o valor investido na Causa Animal em Belo Horizonte. Nós vamos inovar e levar atendimento aos animais nas ruas, nas casas, através do nosso SAMUVET, que é o SAMU Veterinário. Serão 6 unidades rodando o Belo Horizonte para socorrer animai”, disse.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto, “a transferência e novas unidades do CPV trarão mais qualidade e ampliação de atendimento. Recebemos esse pedido do prefeito Álvaro Damião como compromisso dessa gestão com o bem-estar animal na capital minera. É algo que orgulha a SMMA e trará muitos benefícios à cidade”.

Estrutura

A partir de março, o Complexo Médico Veterinário, atualmente no bairro Madre Ger- trudes, passa a funcionar nas instalações do Centro Universitário Uni-BH, também na região Oeste.A nova estrutura representa um espaço maior e mais moderno, além de atendimentos e cirurgias em estrutura própria. A participação da universidade ocorre- rá na forma de cessão do espaço.

Serão ofertados os mesmos serviços voltados a animais de pessoas de baixa renda, mediante distribuição de 45 senhas diárias. A transferência também assegura maior acessibilidade aos usuários, que terão a opção de sete linhas de ônibus até o local. A gestão do Complexo caberá à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa) Minas. A entidade também será a responsável pela operacionalização, conforme chamamento público.

A atual unidade, localizada no Madre Gertrudes, passará a operar como base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências e Emergências Médico-Veterinárias (SAMUVET). Contará com central de atendimento telefônico instalada no próprio local, sala de clas- sificação de risco e ambulâncias veterinárias à disposição, configurando-se como uma estrutura pioneira de atendimento móvel no país, com capacidade estimada para até 85 ocorrências mensais, incluindo casos de atropelamento.

A base não constitui unidade de atendimento presencial ao público, destinando-se ex- clusivamente à operacionalização logística e técnica das equipes móveis. As solicita- ções deverão ser realizadas exclusivamente por meio do canal oficial de atendimento, não havendo recepção direta de usuários ou atendimento espontâneo no local.

Serão atendidos cães e gatos em situações de urgência e emergência médica e res- gate técnico, compreendendo animais vítimas de trauma (atropelamentos, quedas, agressões) em vias públicas e resgates de animais em situação de risco iminente (pre- sos em bueiros, em locais altos ou em condições climáticas extremas).

UBS Animal

E ainda neste primeiro semestre, o CPV inaugurará nova unidade para atendimento de casos de baixo risco e complexidade, na regional Norte. A Unidade Básica de Saú- de - UBS Animal atenderá 30 animais diários por meio de agendamento, após triagem. Dessa forma, passa para 75 o total de consultas por dia em todo o complexo. O inves- timento mensal será ampliado de R$ 395 mil para R$ 625 mil. O investimento em dois anos será de R$ 15 milhões.

O modelo contempla, ainda, a estruturação de uma Central de Regulação e Triagem (CReg), responsável pelo recebimento, classificação e despacho das ocorrências, pro- movendo integração entre o SAMU Vet, as unidades fixas do CPV e os órgãos oficiais de acionamento, além da organização do fluxo assistencial.

Sobre o CPV

O Complexo Público Veterinário de Belo Horizonte é equipamento público de referência no atendimento clínico, cirúrgico e hospitalar de cães e gatos pertencentes a tutores em situação de vulnerabilidade social, cadastrados no CadÚnico ou mediante apre- sentação de declaração de hipossuficiência.

O serviço contempla consultas clínicas, retornos, atendimentos de urgência e emer- gência com classificação de risco, exames, procedimentos ambulatoriais, internações e cirurgias de baixa e alta complexidade. Inaugurado em maio de 2021, o CPV já reali- zou 42.090 atendimentos: 13.878 consultas clínicas, 9.708 retornos, 11.999 atendimentos de urgência e emergência e 6.505 cirurgias.

Atualmente, a unidade disponibiliza 45 senhas clínicas diárias, além do atendimento contínuo de casos emergenciais classificados como prioritários, caracterizando servi- ço de alta demanda e funcionamento hospitalar permanente.

quinta-feira, 19 de março de 2026

VOLUNTÁRIOS QUE ABRIGAM - A REALIDADE QUE NINGUÉM QUER VER

Nos últimos 2 meses, mais de 900 notícias sobre a causa animal foram analisadas.

Entre 70% e 80% são denúncias de maus-tratos.

Isso cria uma sensação clara: tudo virou crime.

Mas nem tudo é o que parece.

Existem casos brutais, sim. Isso é crime e precisa ser punido.

Mas existe outra realidade.

  • Mais de 100 animais.
  • Mais de 1 tonelada de ração por mês.
  • Mais de 1 tonelada de fezes.


Todo dia:

  • recolher
  • lavar
  • esfregar
  • separar brigas
  • cuidar de feridas
  • dar banho
  • medicar
  • enterrar mortos

Ø  Sem equipe.

Ø  Sem apoio.

Ø  Sem estrutura.

Até quebrar.

E quando quebra, vira denúncia.

  • Sem contexto.
  • Sem análise.
  • Tudo vira maus-tratos.

Isso não protege os animais.

Destrói quem ainda tenta ajudar.

Antes de punir:

ü  apoiar

ü  estruturar

ü  cuidar

Sem isso, o próximo caso já está acontecendo.

quarta-feira, 18 de março de 2026

VALE-RAÇÃO E A ELEIÇÃO 2026

Vale-Ração: o mínimo para sustentar quem já sustenta tudo

Em ano eleitoral, fala-se muito sobre proteção animal. Mas quem está na ponta sabe: o problema não é falta de discurso. É falta de ração.

Voluntários mantêm animais resgatados com recursos próprios. Pagam alimentação, cuidados e ainda sustentam um sistema que deveria ser público. Muitos já pararam. Não por falta de vontade, mas por falta de condição.

Proposta objetiva: criação do Vale-Ração para animais acolhidos, garantindo 10 kg por mês por animal, mediante cadastro simples de protetores e distribuição contínua.

Como viabilizar: parceria direta com a indústria de ração, com fornecimento em escala, incentivos fiscais e logística regional. É simples e executável.

Impacto esperado: redução da desistência de voluntários, aumento da capacidade de acolhimento, diminuição do número de animais nas ruas e menor pressão sobre o poder público.

Para candidatos: se a pauta é proteção animal, comece pelo básico. Garantir alimentação é o primeiro passo.

Conclusão: sem ração, não há resgate sustentável. Apoiar o voluntariado não é favor. É política pública eficiente.

terça-feira, 17 de março de 2026

COLA CIRÚRGICA EM CASTRAÇÃO: ENTRE O QUE É IDEAL E O QUE É POSSÍVEL

COLA CIRÚRGICA EM CASTRAÇÃO: ENTRE O QUE É IDEAL E O QUE É POSSÍVEL

A cola cirúrgica já deixou de ser novidade na medicina veterinária.

Ela reduz tempo de cirurgia, facilita o fechamento da pele e pode melhorar a rotina em procedimentos como a castração.

Isso está bem estabelecido.

Mas existe um ponto prático que raramente aparece nos artigos e faz diferença no mundo real:

  • o pós-operatório.

O problema não costuma estar na técnica cirúrgica.

Está no comportamento do animal depois.

  • Lambedura, mordedura e manipulação da ferida são causas frequentes de falha no fechamento, independentemente de ser usado fio ou cola.

E é aqui que surge uma confusão comum:

  • entre o que é cientificamente padronizado e o que é tecnicamente possível

A literatura é conservadora, como deve ser.

Mas a prática exige adaptação, desde que com segurança.

A ideia de associar à cola cirúrgica algum tipo de proteção adicional contra lambedura — inclusive soluções de base vegetal — aparece como tentativa de responder a esse problema real.

Mas isso precisa ser tratado com cuidado.

Qualquer substância aplicada sobre a ferida deve atender critérios básicos:

  • ser estéril
  • não causar reação tecidual
  • não interferir na cicatrização
  • não comprometer a adesão da cola

Sem isso, a solução vira risco.

Por outro lado, ignorar completamente o problema da lambedura também não resolve.

A discussão mais honesta está no meio:

  • a cola cirúrgica funciona bem no fechamento cutâneo
  • o pós-operatório continua sendo o principal ponto de falha
  • há espaço para inovação, desde que respeitando segurança e técnica

O desafio não é escolher entre o que “deve” ou o que “pode”.

  • É aproximar os dois.

Na prática veterinária, especialmente em castrações de rotina, soluções simples, seguras e bem indicadas tendem a ter mais impacto do que protocolos perfeitos que não sobrevivem fora do papel.

A ciência já mostrou: adesivos cirúrgicos funcionam.

Um estudo publicado em 2024 na revista Animals (MDPI) demonstra que eles podem reduzir tempo cirúrgico, complicações e facilitar o pós-operatório em procedimentos veterinários.
  • Não é novidade.
  • Não é experimental.
  • Já está validado.
Mesmo assim, na prática, quase não se usa.
  • Por quê?

Não é falta de tecnologia.
É resistência.

A medicina veterinária ainda se apoia, em grande parte, em técnicas tradicionais — mesmo quando existem alternativas mais eficientes.

E isso pesa.

Num país que precisa de castração em escala, cada minuto importa.
Cada complicação evitada importa.
Cada cirurgia mais rápida significa mais animais atendidos.

A conta é simples.

A ferramenta existe.
A evidência existe.

O que falta é usar.

segunda-feira, 16 de março de 2026

AGENTES DO SUS, VÃO AJUDAR NAS DENUNCIAS CONTRA MAU-TRATOS A ANIMAIS

GOVERNO ANUNCIA CURSO CONTRA MAUS-TRATOS A ANIMAIS — MAS ESPECIALISTAS ALERTAM QUE CAPACITAÇÃO SOZINHA NÃO RESOLVE O PROBLEMA

 Brasília — A iniciativa do Governo Federal de oferecer capacitação para agentes públicos no enfrentamento aos maus-tratos contra animais é vista como um passo positivo por profissionais da área. No entanto, especialistas alertam que apenas cursos não resolvem o problema estrutural da superpopulação de cães e gatos no Brasil. Segundo o médico-veterinário Edilson Pereira da Silva (CRMV-PE 1731), que encaminhou recentemente uma nota técnica a ministérios do governo federal, o desafio vai muito além da fiscalização de maus-tratos.

Hoje milhares de municípios brasileiros convivem com grandes contingentes de cães e gatos em situação de abandono. Esse cenário está diretamente ligado à vulnerabilidade social, ausência de programas permanentes de castração, falta de mapeamento territorial da população animal e baixa integração entre políticas públicas. Sem diagnóstico territorial, a fiscalização costuma agir apenas quando o problema já virou crise.

A nota técnica encaminhada aos Ministérios do Meio Ambiente, Justiça, Saúde e Desenvolvimento Social propõe aproveitar uma estrutura que já existe e funciona diariamente em todo o país: a rede de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE). Durante visitas domiciliares, esses profissionais poderiam aplicar um questionário simples registrando informações básicas sobre presença de cães e gatos nas residências, condição sanitária dos animais, número aproximado de animais por domicílio e possíveis situações de abandono ou reprodução descontrolada.