O Complexo Público Veterinário de Belo Horizonte será ampliado com a integração de três unidades de serviços distintos para a garantia do bem-estar animal. O sistema será composto pelo Complexo Médico Veterinário, Unidade Básica de Saúde - UBS Animal e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências e Emergências Médico-Veterinárias (SAMUVET). O modelo assistencial terá ampliação na capacidade operacional e reorganização dos fluxos de atendimento. Quando a rede estiver toda estruturada, os atuais 45 atendimentos diários passarão para 75.
O anúncio da ampliação foi feito nesta sexta-feira (27) pelo prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião. “Antes a gente tinha somente um complexo, que era esse aqui do Madre Gertrudes, onde já atendemos 50 mil animais, aproximadamente. E o investimento que a Prefeitura fazia era de R$395 mil reais e nós passamos para R$625 mil no primeiro ano de mandato. Quase dobramos o valor investido na Causa Animal em Belo Horizonte. Nós vamos inovar e levar atendimento aos animais nas ruas, nas casas, através do nosso SAMUVET, que é o SAMU Veterinário. Serão 6 unidades rodando o Belo Horizonte para socorrer animai”, disse.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto, “a transferência e novas unidades do CPV trarão mais qualidade e ampliação de atendimento. Recebemos esse pedido do prefeito Álvaro Damião como compromisso dessa gestão com o bem-estar animal na capital minera. É algo que orgulha a SMMA e trará muitos benefícios à cidade”.
Estrutura
A partir de março, o Complexo Médico Veterinário, atualmente no bairro Madre Ger- trudes, passa a funcionar nas instalações do Centro Universitário Uni-BH, também na região Oeste.A nova estrutura representa um espaço maior e mais moderno, além de atendimentos e cirurgias em estrutura própria. A participação da universidade ocorre- rá na forma de cessão do espaço.
Serão ofertados os mesmos serviços voltados a animais de pessoas de baixa renda, mediante distribuição de 45 senhas diárias. A transferência também assegura maior acessibilidade aos usuários, que terão a opção de sete linhas de ônibus até o local. A gestão do Complexo caberá à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa) Minas. A entidade também será a responsável pela operacionalização, conforme chamamento público.
A atual unidade, localizada no Madre Gertrudes, passará a operar como base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências e Emergências Médico-Veterinárias (SAMUVET). Contará com central de atendimento telefônico instalada no próprio local, sala de clas- sificação de risco e ambulâncias veterinárias à disposição, configurando-se como uma estrutura pioneira de atendimento móvel no país, com capacidade estimada para até 85 ocorrências mensais, incluindo casos de atropelamento.
A base não constitui unidade de atendimento presencial ao público, destinando-se ex- clusivamente à operacionalização logística e técnica das equipes móveis. As solicita- ções deverão ser realizadas exclusivamente por meio do canal oficial de atendimento, não havendo recepção direta de usuários ou atendimento espontâneo no local.
Serão atendidos cães e gatos em situações de urgência e emergência médica e res- gate técnico, compreendendo animais vítimas de trauma (atropelamentos, quedas, agressões) em vias públicas e resgates de animais em situação de risco iminente (pre- sos em bueiros, em locais altos ou em condições climáticas extremas).
UBS Animal
E ainda neste primeiro semestre, o CPV inaugurará nova unidade para atendimento de casos de baixo risco e complexidade, na regional Norte. A Unidade Básica de Saú- de - UBS Animal atenderá 30 animais diários por meio de agendamento, após triagem. Dessa forma, passa para 75 o total de consultas por dia em todo o complexo. O inves- timento mensal será ampliado de R$ 395 mil para R$ 625 mil. O investimento em dois anos será de R$ 15 milhões.
O modelo contempla, ainda, a estruturação de uma Central de Regulação e Triagem (CReg), responsável pelo recebimento, classificação e despacho das ocorrências, pro- movendo integração entre o SAMU Vet, as unidades fixas do CPV e os órgãos oficiais de acionamento, além da organização do fluxo assistencial.
Sobre o CPV
O Complexo Público Veterinário de Belo Horizonte é equipamento público de referência no atendimento clínico, cirúrgico e hospitalar de cães e gatos pertencentes a tutores em situação de vulnerabilidade social, cadastrados no CadÚnico ou mediante apre- sentação de declaração de hipossuficiência.
O serviço contempla consultas clínicas, retornos, atendimentos de urgência e emer- gência com classificação de risco, exames, procedimentos ambulatoriais, internações e cirurgias de baixa e alta complexidade. Inaugurado em maio de 2021, o CPV já reali- zou 42.090 atendimentos: 13.878 consultas clínicas, 9.708 retornos, 11.999 atendimentos de urgência e emergência e 6.505 cirurgias.
Atualmente, a unidade disponibiliza 45 senhas clínicas diárias, além do atendimento contínuo de casos emergenciais classificados como prioritários, caracterizando servi- ço de alta demanda e funcionamento hospitalar permanente.
terça-feira, 28 de abril de 2026
Alimentar é manter vidas.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Há mais de 15 mil anos, caminhamos juntos.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
OBSERVATÓRIO NACIONAL — CAUSA ANIMAL
📂 ACESSE O MATERIAL:
• Projeto de Lei — Estatuto de Cães e Gatos
• Subsídios para o relatório
O Observatório organiza essas evidências em escala nacional.
Não como opinião — mas como realidade documentada.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
PODER PÚBLICO E RESPONSABILIDADE REAL

Resgate mobiliza abrigo de cães em Teresópolis após morte do responsável pelo local
Isso não é exceção.
É um problema real — e
recorrente.
Hoje, quando um tutor
morre:
os animais ficam sem
destino
voluntários seguram a
emergência
o Estado chega depois
(quando chega)
E fica a pergunta:
·
por que não existe estrutura
pública pra isso?
Estamos falando de:
·
saúde pública
·
prevenção de abandono
·
apoio a quem já faz o trabalho na
ponta
E sim — nossos impostos
também são pra isso.
Não é sobre criar mais
gasto.
É sobre organizar melhor o
que já existe.
No fim…
Quem acolhe precisa de suporte. Só isso.
A responsabilidade do poder público na causa animal
envolve estrutura, apoio a voluntários e políticas públicas contínuas para
evitar abandono de animais. Sem isso, cães e gatos seguem dependendo de ações
emergenciais, mantendo um ciclo recorrente de sofrimento que poderia ser
prevenido.
Atualização:
Novo
Hamburgo (RS) apontou um caminho simples: apoio a lares temporários.
Novo
Hamburgo formaliza termo para fortalecer programa de lar temporário de animais
Prefeitura abre cadastro para mapear protetores independentes e ONGs da causa animal em Jacareí
domingo, 5 de abril de 2026
A CRUELDADE CONTRA ANIMAIS NÃO COMEÇA DO NADA.
RIO GRANDE DO SUL DANDO AULA DE SENSIBILIDADE — E DE PRÁTICA
Tem algo no povo gaúcho que salta aos olhos: quando vê o problema, não romantiza — resolve.
Novo Hamburgo mostrou isso na prática ao criar uma lei que apoia lares temporários para animais, ajudando a aliviar abrigos superlotados. Não é só sobre proteger animais — é sobre entender que quem cuida também precisa de suporte.
Menos discurso. Mais estrutura. Mais responsabilidade compartilhada.
sábado, 4 de abril de 2026
SENADO AVANÇA NA GUARDA DE PETS ENQUANTO SISTEMA REAL ENTRA EM COLAPSO.
🐾 Guarda de pets avança — e o resto?
O Senado aprovou a guarda compartilhada de animais em separações.
Parece avanço. Mas olha o contraste:
👉 Quando o tutor some, não existe “guarda”. Existe abandono.
👉 Quem assume os animais quando tudo falha?
sexta-feira, 3 de abril de 2026
SEXTA-FEIRA SANTA, POR QUÊ?
Hoje se lembra a dor…
mas talvez a gente tenha esquecido o recado.
Se Ele tivesse dito:
“vinde a mim as criancinhas, os cãezinhos e os gatinhos…
porque deles também é o Reino dos Céus”
…será que a gente teria aprendido?
Ou ainda estaríamos aqui,
olhando… passando… ignorando?
A cruz continua ali.
Mas, aos pés dela, quem sofre primeiro… nunca mudou.
#CausaAnimal #Compaixão #ElesSentem #SextaFeiraSanta #RespeitoÀVida #NãoIgnore
quinta-feira, 2 de abril de 2026
MANIFESTO DE UM ACOLHEDOR QUE NÃO AGUENTOU MAIS
Não foi abandono. Foi esgotamento. Não foi crueldade. Foi o limite.
Hoje, os portões
estão abertos — não por escolha, mas por incapacidade de continuar mantendo o
mínimo de dignidade. Cada grade que se abre leva junto um pedaço de mim que
ficou para trás. Cada passo que vocês derem lá fora vai doer aqui dentro como
se fosse o último.
Disseram que eram
meus. “Seus cães.” “Seus gatos.” Sempre no singular da responsabilidade, nunca
no plural da ajuda. Mas eles nunca foram meus. Eles são o resultado — da
indiferença, do abandono repetido, do descaso institucional, da conveniência
coletiva que empurra o problema para o quintal de alguém até esse alguém
quebrar. E eu quebrei.
Não por falta de
amor, mas por excesso de peso. Fui abrigo quando não havia política, fui comida
quando não havia programa, fui cuidado quando não havia estrutura. Fui tudo…
até deixar de ser alguém.
Agora me chamem do
que quiserem: criminoso, irresponsável, incapaz. Talvez eu seja mesmo. Mas onde
estavam os senhores — prefeito, governador, presidente, juiz — quando o número
aumentava, quando os custos explodiam, quando o corpo cansava, quando a mente
falhava? Onde estava a sociedade que aponta, mas não participa, que denuncia,
mas não acolhe, que exige, mas não sustenta?
Não peço desculpas
por ter chegado ao limite. Peço apenas que olhem para o que causaram. Porque hoje
não foi só um portão que se abriu. Foi a ilusão de que isso aqui se sustenta
sozinho.
Se Deus cuida de
todos, que cuide deles primeiro. Eles nunca escolheram nada disso.
Aos que continuam
resistindo, não se destruam também. O mundo não está ouvindo nossos pedidos.
Talvez escute, um dia, os latidos e miados espalhados pelas ruas.
Quanto a mim, sigo tentando convencer a consciência de que fiz o que era possível enquanto fui capaz. Hoje, não sou mais.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
terça-feira, 31 de março de 2026
FAZ UMA TOCA. VAI !
TÁ CHOVENDO. FAZ UMA TOCA. VAI.
As chuvas chegaram.
E, pra muitos animais, isso significa uma coisa simples e brutal: não há onde se proteger.
Enquanto a cidade corre pra dentro de casa, milhares ficam do lado de fora — molhados, com frio, sem abrigo.
Mas aqui vai a verdade que ninguém fala:
👉 não precisa de estrutura perfeita
👉 não precisa de dinheiro alto
👉 não precisa esperar ninguém
Qualquer coisa pode virar uma toca.
- Tambor plástico ou metálico
- Caixa d’água danificada
- Gabinete de máquina de lavar ou tanquinho
- Bombonas pequenas ou grandes
- Caixas, pallets, o que tiver
Um corte.
Um apoio pra não encostar no chão.
Um pedaço de pano ou papelão dentro.
Pronto.
Isso já muda tudo.
Não é estética.
Não é projeto bonito de rede social.
É sobrevivência.
Uma toca na sua rua pode ser a diferença entre um animal passar a noite tremendo na chuva… ou seco, protegido, vivo.
“Minha Toca” não é uma ideia distante.
É algo que pode começar agora, com o que você tem.
Não espere prefeitura.
Não espere ONG.
Não espere alguém autorizar.
Olhe ao redor.
Sempre tem algo que pode virar abrigo.
A chuva já começou.
Tá chovendo. Faz uma toca. Vai.
domingo, 29 de março de 2026
TRÊS FACES. O MESMO PADRÃO.
Brasil. Amazônia. Agora.
No Pará, uma rede de zoossadismo foi denunciada: produção e venda de vídeos de tortura de animais sob encomenda, com alcance internacional. Não é desvio. É mercado.
Quatro pontos. Um padrão: quando dá dinheiro, explora. Quando dá trabalho, ignora. Quando incomoda, elimina.
Isso não está longe. Está acontecendo agora.
sábado, 28 de março de 2026
SEMPRE AO NOSSO LADO
quinta-feira, 26 de março de 2026
A CRUELDADE EVOLUIU: O ZOOSSADISMO JÁ É REALIDADE
O termo zoossadismo não é exagero retórico — é uma descrição precisa de uma realidade que se repete, escala e se normaliza. A recente matéria e o debate promovido pelo Fórum Permanente de Pós-Humanismo e Defesa dos Animais Cláudio Cavalcanti deixam claro: há uma transformação em curso.
E ela não é civilizatória.
A ideia confortável de que “sempre foi assim” não se sustenta. A história registra violência, sim — mas não a banalização sistemática, pública e até exibida como entretenimento, como vemos hoje. Isso não é herança da antiguidade. Isso é um produto do nosso tempo.
Temos hoje:
- Casos recorrentes de tortura deliberada contra animais
- Participação de jovens e adultos em práticas de crueldade ativa
- Exposição e circulação dessas práticas como conteúdo
Isso não é descuido. É intenção.
E mais grave: isso é sintoma de um problema estrutural que estamos ignorando.
A superpopulação de cães e gatos, aliada à ausência de políticas públicas eficazes, cria o ambiente perfeito para abandono, negligência e, no limite, a violência extrema.
Os dados que reunimos — inclusive nas dezenas de notícias recentes sobre maus-tratos — já são suficientes para caracterizar uma crise.
A pergunta não é mais “se” devemos agir.
A pergunta é: por que ainda não estamos agindo de forma coordenada e efetiva?
Nesse contexto, defendemos:
- O reconhecimento do zoossadismo como fenômeno social emergente, não como exceção.
- O uso de instrumentos de pressão institucional — como o ECG e outros mecanismos — para exigir ação concreta do poder público.
- A implementação de políticas contínuas de controle populacional (castração em escala, identificação, fiscalização).
- A responsabilização efetiva de agressores, com enquadramento compatível com a gravidade dos atos.
Não se trata apenas de proteção animal.
Trata-se de reconhecer que uma sociedade que tolera — ou ignora — esse nível de crueldade está, ela mesma, em processo de deterioração.
O material jurídico e conceitual apresentado na matéria abaixo pode — e deve — servir como base para avançarmos:
https://www.conjur.com.br/2026-mar-04/zoossadismo-a-tortura-contra-animais-e-o-caso-do-cao-orelha/
Não é mais possível tratar isso como episódios desconectados.
Estamos vendo o mesmo padrão, repetido.
E isso exige resposta.
Atenciosamente,
SUBSIDIOS TECNICO LEGISLATIVO AO ESTATUTO DOS CÃES E GATOS
segunda-feira, 23 de março de 2026
UM SUS VETERINÁRIO É POSSÍVEL, BELO HORIZONTE JÁ PLANTOU A BASE
Complexo Público Veterinário ganha novas unidades e estruturas mais modernas
quinta-feira, 19 de março de 2026
VOLUNTÁRIOS QUE ABRIGAM - A REALIDADE QUE NINGUÉM QUER VER
Nos últimos 2 meses, mais de 900 notícias sobre a causa animal foram analisadas.
Entre 70% e 80% são denúncias
de maus-tratos.
Isso cria uma sensação clara: tudo virou crime.
Mas nem tudo é o que parece.
Existem casos brutais, sim.
Isso é crime e precisa ser punido.
Mas existe outra realidade.
- Mais de 100 animais.
- Mais de 1 tonelada de
ração por mês.
- Mais de 1 tonelada de fezes.
Todo dia:
- recolher
- lavar
- esfregar
- separar brigas
- cuidar de feridas
- dar banho
- medicar
- enterrar mortos
Ø
Sem equipe.
Ø Sem
apoio.
Ø Sem
estrutura.
Até quebrar.
E quando quebra, vira
denúncia.
- Sem contexto.
- Sem análise.
- Tudo vira maus-tratos.
Isso não protege os animais.
Destrói quem ainda tenta
ajudar.
Antes de punir:
ü apoiar
ü
estruturar
ü
cuidar
Sem isso, o próximo caso já está acontecendo.
quarta-feira, 18 de março de 2026
VALE-RAÇÃO E A ELEIÇÃO 2026
Vale-Ração: o mínimo para
sustentar quem já sustenta tudo
Em ano eleitoral, fala-se muito sobre proteção animal.
Mas quem está na ponta sabe: o problema não é falta de discurso. É falta de
ração.
Voluntários mantêm animais resgatados com recursos próprios. Pagam alimentação, cuidados e ainda sustentam um sistema que deveria ser público. Muitos já pararam. Não por falta de vontade, mas por falta de condição.
Proposta objetiva: criação do Vale-Ração para animais
acolhidos, garantindo 10 kg por mês por animal, mediante cadastro simples de
protetores e distribuição contínua.
Como viabilizar: parceria direta com a indústria de
ração, com fornecimento em escala, incentivos fiscais e logística regional. É
simples e executável.
Impacto esperado: redução da desistência de voluntários,
aumento da capacidade de acolhimento, diminuição do número de animais nas ruas
e menor pressão sobre o poder público.
Para candidatos: se a pauta é proteção animal, comece
pelo básico. Garantir alimentação é o primeiro passo.
Conclusão: sem ração, não há resgate sustentável. Apoiar o voluntariado não é favor. É política pública eficiente.
terça-feira, 17 de março de 2026
COLA CIRÚRGICA EM CASTRAÇÃO: ENTRE O QUE É IDEAL E O QUE É POSSÍVEL
COLA
CIRÚRGICA EM CASTRAÇÃO: ENTRE O QUE É IDEAL E O QUE É POSSÍVEL
A
cola cirúrgica já deixou de ser novidade na medicina veterinária.
Ela reduz tempo de cirurgia, facilita o
fechamento da pele e pode melhorar a rotina em procedimentos como a castração.
Isso está bem estabelecido.
Mas existe um ponto prático que raramente
aparece nos artigos e faz diferença no mundo real:
- o pós-operatório.
O problema não costuma estar na técnica
cirúrgica.
Está no comportamento do animal depois.
- Lambedura, mordedura e manipulação
da ferida são causas frequentes de falha no fechamento, independentemente
de ser usado fio ou cola.
E é aqui que surge uma confusão comum:
- entre o que é
cientificamente padronizado e o que é tecnicamente possível
A literatura é conservadora, como deve
ser.
Mas a prática exige adaptação, desde que
com segurança.
A ideia de associar à cola cirúrgica algum
tipo de proteção adicional contra lambedura — inclusive soluções de base
vegetal — aparece como tentativa de responder a esse problema real.
Mas isso precisa ser tratado com cuidado.
Qualquer substância aplicada sobre a
ferida deve atender critérios básicos:
- ser estéril
- não causar reação
tecidual
- não interferir na
cicatrização
- não comprometer a
adesão da cola
Sem isso, a solução vira risco.
Por outro lado, ignorar completamente o
problema da lambedura também não resolve.
A discussão mais honesta está no meio:
- a cola cirúrgica
funciona bem no fechamento cutâneo
- o pós-operatório
continua sendo o principal ponto de falha
- há espaço para inovação,
desde que respeitando segurança e técnica
O desafio não é escolher entre o que
“deve” ou o que “pode”.
- É aproximar os dois.
Na prática veterinária, especialmente em
castrações de rotina, soluções simples, seguras e bem indicadas tendem a ter
mais impacto do que protocolos perfeitos que não sobrevivem fora do papel.
A ciência já mostrou: adesivos cirúrgicos funcionam.
- Não é novidade.
- Não é experimental.
- Já está validado.
- Por quê?
Não é falta de tecnologia.
É resistência.
A medicina veterinária ainda se apoia, em grande parte, em técnicas tradicionais — mesmo quando existem alternativas mais eficientes.
Num país que precisa de castração em escala, cada minuto importa.
Cada complicação evitada importa.
Cada cirurgia mais rápida significa mais animais atendidos.
A conta é simples.
A ferramenta existe.
A evidência existe.
O que falta é usar.
segunda-feira, 16 de março de 2026
AGENTES DO SUS, VÃO AJUDAR NAS DENUNCIAS CONTRA MAU-TRATOS A ANIMAIS
Hoje milhares de municípios brasileiros convivem com grandes contingentes de cães e gatos em situação de abandono. Esse cenário está diretamente ligado à vulnerabilidade social, ausência de programas permanentes de castração, falta de mapeamento territorial da população animal e baixa integração entre políticas públicas. Sem diagnóstico territorial, a fiscalização costuma agir apenas quando o problema já virou crise.
A nota técnica encaminhada aos Ministérios do Meio Ambiente, Justiça, Saúde e Desenvolvimento Social propõe aproveitar uma estrutura que já existe e funciona diariamente em todo o país: a rede de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE). Durante visitas domiciliares, esses profissionais poderiam aplicar um questionário simples registrando informações básicas sobre presença de cães e gatos nas residências, condição sanitária dos animais, número aproximado de animais por domicílio e possíveis situações de abandono ou reprodução descontrolada.







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