terça-feira, 28 de abril de 2026

Alimentar é manter vidas.

Eles já fazem tudo.
Resgatam. Cuidam. Protegem.
Mas falta o básico.
Comida.
Todos os dias, voluntários pedem ração.
Não por escolha.
Por necessidade.
Sem alimento, a rede quebra.
Sem rede, o abandono volta.
A política existe.
Mas sem sustento, ela colapsa.


É o mínimo.

Alimentar é manter vidas.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Há mais de 15 mil anos, caminhamos juntos.

A coexistência não é teoria. Ela é prática. Antiga. Permanente. Há mais de 15 mil anos, caminhamos juntos. Do primeiro fogo na pré-história… ao astronauta que voltou da Lua e abraçou seu cachorro. O gato na biblioteca. O cão dormindo com o bebê. O animal que espera. Que acompanha. Que sustenta. Alimentar e cuidar não é caridade. É obrigação. É o mínimo que a humanidade deve a quem nunca nos abandonou. Coexistir não é escolha. É realidade. E realidade exige responsabilidade.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

OBSERVATÓRIO NACIONAL — CAUSA ANIMAL

A causa animal no Brasil já não é feita de casos isolados.


Ela se repete — todos os dias, em todo o país.
Mais de 3.000 notícias mostram o mesmo padrão: abandono, sobrecarga de voluntários e ações públicas sem continuidade.
Isso não é exceção.
É sistema.
É uma oportunidade real de aproximar o debate daquilo que já está acontecendo.

📂 ACESSE O MATERIAL:
• Projeto de Lei — Estatuto de Cães e Gatos
Subsídios para o relatório

O Observatório organiza essas evidências em escala nacional.
Não como opinião — mas como realidade documentada.
 
Olhar é o primeiro passo.
Agir vem depois.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

PODER PÚBLICO E RESPONSABILIDADE REAL

A morte de um tutor no RJ deixou centenas de cães desamparados, dependendo de voluntários para não colapsar tudo.



Resgate mobiliza abrigo de cães em Teresópolis após morte do responsável pelo local

Isso não é exceção.

É um problema real — e recorrente.

Hoje, quando um tutor morre:

os animais ficam sem destino

voluntários seguram a emergência

o Estado chega depois (quando chega)

E fica a pergunta:

·       por que não existe estrutura pública pra isso?

Estamos falando de:

·       saúde pública

·       prevenção de abandono

·       apoio a quem já faz o trabalho na ponta

E sim — nossos impostos também são pra isso.

Não é sobre criar mais gasto.

É sobre organizar melhor o que já existe.

No fim…

Quem acolhe precisa de suporte. Só isso.

A responsabilidade do poder público na causa animal envolve estrutura, apoio a voluntários e políticas públicas contínuas para evitar abandono de animais. Sem isso, cães e gatos seguem dependendo de ações emergenciais, mantendo um ciclo recorrente de sofrimento que poderia ser prevenido.

Atualização:

Novo Hamburgo (RS) apontou um caminho simples: apoio a lares temporários.

 Notícias relacionadas:

Novo Hamburgo formaliza termo para fortalecer programa de lar temporário de animais

 Prefeitura abre cadastro para mapear protetores independentes e ONGs da causa animal em Jacareí



domingo, 5 de abril de 2026

A CRUELDADE CONTRA ANIMAIS NÃO COMEÇA DO NADA.


A crueldade contra animais não começa do nada.
Ela nasce no silêncio. Na omissão. Na distração.

E é aí que entra o papel de quem está mais perto: família, professores e psicólogos.

Quando um jovem banaliza a dor de um animal, isso não é “fase”, não é “brincadeira”. É sinal. É alerta. E ignorar isso é deixar crescer algo muito maior.

Segundo a matéria Crueldade animal viraliza entre jovens e acende alerta, especialistas apontam que há um aumento preocupante de casos, impulsionados inclusive por grupos online que incentivam violência — e, pior, com negligência direta dos adultos ao redor .

Pais que não observam.
Escolas que não discutem.
Profissionais que chegam tarde.

Tudo isso vira terreno fértil para o absurdo.

Observar não é vigiar — é cuidar.
É perceber mudança de comportamento, isolamento, agressividade, frieza.

Porque quem aprende a ignorar o sofrimento de um animal…
aprende também a ignorar o sofrimento humano.

Educar empatia não é detalhe.
É base civilizatória.

E começa dentro de casa.
Passa pela escola.
E precisa de acompanhamento sério.

Se ninguém olhar… o problema cresce.
Se alguém agir… o ciclo quebra.

RIO GRANDE DO SUL DANDO AULA DE SENSIBILIDADE — E DE PRÁTICA

Tem algo no povo gaúcho que salta aos olhos: quando vê o problema, não romantiza — resolve.

Novo Hamburgo mostrou isso na prática ao criar uma lei que apoia lares temporários para animais, ajudando a aliviar abrigos superlotados. Não é só sobre proteger animais — é sobre entender que quem cuida também precisa de suporte.

Menos discurso. Mais estrutura. Mais responsabilidade compartilhada.

👉 Leia a matéria completa:

Um passo simples, mas poderoso.
E, como quase sempre, vindo de um povo que não espera — faz.

FELIZ PASCOA?


 

sábado, 4 de abril de 2026

SENADO AVANÇA NA GUARDA DE PETS ENQUANTO SISTEMA REAL ENTRA EM COLAPSO.

🐾 Guarda de pets avança — e o resto?

O Senado aprovou a guarda compartilhada de animais em separações.

Parece avanço. Mas olha o contraste:

Enquanto se discute quem fica com o pet…
milhares nem têm quem fique.

Base real do país:
• abrigos lotados
• voluntários no limite
• tutores sem suporte
• animais sem destino

Monitoramento de +2.000 notícias mostra o padrão:
ação pontual cresce (castração, campanhas)…
estrutura não.

👉 Quando o tutor some, não existe “guarda”. Existe abandono.

O problema não é a lei.
É o foco.

Discutem o topo…
com a base quebrando.

👉 Quem assume os animais quando tudo falha?

Hoje: ninguém preparado.
Só os mesmos de sempre — sozinhos.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

SEXTA-FEIRA SANTA, POR QUÊ?

Hoje se lembra a dor…

mas talvez a gente tenha esquecido o recado.

Se Ele tivesse dito:
“vinde a mim as criancinhas, os cãezinhos e os gatinhos…
porque deles também é o Reino dos Céus”

…será que a gente teria aprendido?

Ou ainda estaríamos aqui,
olhando… passando… ignorando?

A cruz continua ali.
Mas, aos pés dela, quem sofre primeiro… nunca mudou.

#CausaAnimal #Compaixão #ElesSentem #SextaFeiraSanta #RespeitoÀVida #NãoIgnore

quinta-feira, 2 de abril de 2026

MANIFESTO DE UM ACOLHEDOR QUE NÃO AGUENTOU MAIS

Não foi abandono. Foi esgotamento. Não foi crueldade. Foi o limite.

Hoje, os portões estão abertos — não por escolha, mas por incapacidade de continuar mantendo o mínimo de dignidade. Cada grade que se abre leva junto um pedaço de mim que ficou para trás. Cada passo que vocês derem lá fora vai doer aqui dentro como se fosse o último.

Disseram que eram meus. “Seus cães.” “Seus gatos.” Sempre no singular da responsabilidade, nunca no plural da ajuda. Mas eles nunca foram meus. Eles são o resultado — da indiferença, do abandono repetido, do descaso institucional, da conveniência coletiva que empurra o problema para o quintal de alguém até esse alguém quebrar. E eu quebrei.

Não por falta de amor, mas por excesso de peso. Fui abrigo quando não havia política, fui comida quando não havia programa, fui cuidado quando não havia estrutura. Fui tudo… até deixar de ser alguém.

Agora me chamem do que quiserem: criminoso, irresponsável, incapaz. Talvez eu seja mesmo. Mas onde estavam os senhores — prefeito, governador, presidente, juiz — quando o número aumentava, quando os custos explodiam, quando o corpo cansava, quando a mente falhava? Onde estava a sociedade que aponta, mas não participa, que denuncia, mas não acolhe, que exige, mas não sustenta?

Não peço desculpas por ter chegado ao limite. Peço apenas que olhem para o que causaram. Porque hoje não foi só um portão que se abriu. Foi a ilusão de que isso aqui se sustenta sozinho.

Se Deus cuida de todos, que cuide deles primeiro. Eles nunca escolheram nada disso.

Aos que continuam resistindo, não se destruam também. O mundo não está ouvindo nossos pedidos. Talvez escute, um dia, os latidos e miados espalhados pelas ruas.

Quanto a mim, sigo tentando convencer a consciência de que fiz o que era possível enquanto fui capaz. Hoje, não sou mais.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

TOQUINHAANIMAL

 



terça-feira, 31 de março de 2026

FAZ UMA TOCA. VAI !

TÁ CHOVENDO. FAZ UMA TOCA. VAI.

As chuvas chegaram.

E, pra muitos animais, isso significa uma coisa simples e brutal: não há onde se proteger.

Enquanto a cidade corre pra dentro de casa, milhares ficam do lado de fora — molhados, com frio, sem abrigo.

Mas aqui vai a verdade que ninguém fala:

👉 não precisa de estrutura perfeita
👉 não precisa de dinheiro alto
👉 não precisa esperar ninguém

Qualquer coisa pode virar uma toca.

  • Tambor plástico ou metálico
  • Caixa d’água danificada
  • Gabinete de máquina de lavar ou tanquinho
  • Bombonas pequenas ou grandes
  • Caixas, pallets, o que tiver

Um corte.
Um apoio pra não encostar no chão.
Um pedaço de pano ou papelão dentro.

Pronto.

Isso já muda tudo.

Não é estética.
Não é projeto bonito de rede social.
É sobrevivência.

Uma toca na sua rua pode ser a diferença entre um animal passar a noite tremendo na chuva… ou seco, protegido, vivo.

“Minha Toca” não é uma ideia distante.
É algo que pode começar agora, com o que você tem.

Não espere prefeitura.
Não espere ONG.
Não espere alguém autorizar.

Olhe ao redor.
Sempre tem algo que pode virar abrigo.

A chuva já começou.

Tá chovendo. Faz uma toca. Vai.

domingo, 29 de março de 2026

TRÊS FACES. O MESMO PADRÃO.

 Brasil. Amazônia. Agora.

No Pará, uma rede de zoossadismo foi denunciada: produção e venda de vídeos de tortura de animais sob encomenda, com alcance internacional. Não é desvio. É mercado.

👉 https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/norte/pa/esquema-de-crueldade-contra-animais-e-denunciado-pelo-mpf-no-para/

Em Manaus, um homem morreu sozinho dentro de casa. Dias sem qualquer resposta. Os cães, levados ao limite, consumiram o corpo. Não é o fim que choca. É o abandono antes dele.

Fora do Brasil, a mesma lógica em escala: eliminar em massa para “resolver” rápido.

E no topo, o sinal: quando o cuidado é tratado como excesso, a indiferença vira política.

Quatro pontos. Um padrão: quando dá dinheiro, explora. Quando dá trabalho, ignora. Quando incomoda, elimina.

Isso não está longe. Está acontecendo agora.

sábado, 28 de março de 2026

SEMPRE AO NOSSO LADO

Enquanto o mundo pesa…
eles só ficam.
  • Sem cobrança.
  • Sem pressa.
  • Sem julgamento.
  • Só presença.


Talvez seja isso que a gente mais esqueceu de oferecer uns aos outros.
Adotemos a felicidade. 🐾

quinta-feira, 26 de março de 2026

A CRUELDADE EVOLUIU: O ZOOSSADISMO JÁ É REALIDADE


O termo zoossadismo não é exagero retórico — é uma descrição precisa de uma realidade que se repete, escala e se normaliza. A recente matéria e o debate promovido pelo Fórum Permanente de Pós-Humanismo e Defesa dos Animais Cláudio Cavalcanti deixam claro: há uma transformação em curso.

E ela não é civilizatória.

A ideia confortável de que “sempre foi assim” não se sustenta. A história registra violência, sim — mas não a banalização sistemática, pública e até exibida como entretenimento, como vemos hoje. Isso não é herança da antiguidade. Isso é um produto do nosso tempo.

Temos hoje:

  • Casos recorrentes de tortura deliberada contra animais
  • Participação de jovens e adultos em práticas de crueldade ativa
  • Exposição e circulação dessas práticas como conteúdo

Isso não é descuido. É intenção.

E mais grave: isso é sintoma de um problema estrutural que estamos ignorando.

A superpopulação de cães e gatos, aliada à ausência de políticas públicas eficazes, cria o ambiente perfeito para abandono, negligência e, no limite, a violência extrema.

Os dados que reunimos — inclusive nas dezenas de notícias recentes sobre maus-tratos — já são suficientes para caracterizar uma crise.

A pergunta não é mais “se” devemos agir.
A pergunta é: por que ainda não estamos agindo de forma coordenada e efetiva?

Nesse contexto, defendemos:

  1. O reconhecimento do zoossadismo como fenômeno social emergente, não como exceção.
  2. O uso de instrumentos de pressão institucional — como o ECG e outros mecanismos — para exigir ação concreta do poder público.
  3. A implementação de políticas contínuas de controle populacional (castração em escala, identificação, fiscalização).
  4. A responsabilização efetiva de agressores, com enquadramento compatível com a gravidade dos atos.

Não se trata apenas de proteção animal.

Trata-se de reconhecer que uma sociedade que tolera — ou ignora — esse nível de crueldade está, ela mesma, em processo de deterioração.

O material jurídico e conceitual apresentado na matéria abaixo pode — e deve — servir como base para avançarmos:

https://www.conjur.com.br/2026-mar-04/zoossadismo-a-tortura-contra-animais-e-o-caso-do-cao-orelha/

Não é mais possível tratar isso como episódios desconectados.

Estamos vendo o mesmo padrão, repetido.

E isso exige resposta.

Atenciosamente,


SUBSIDIOS TECNICO LEGISLATIVO AO ESTATUTO DOS CÃES E GATOS


segunda-feira, 23 de março de 2026

UM SUS VETERINÁRIO É POSSÍVEL, BELO HORIZONTE JÁ PLANTOU A BASE

Rodrigo Clemente / PBH

Complexo Público Veterinário ganha novas unidades e estruturas mais modernas

criado em  - atualizado em 

O Complexo Público Veterinário de Belo Horizonte será ampliado com a integração de três unidades de serviços distintos para a garantia do bem-estar animal. O sistema será composto pelo Complexo Médico Veterinário, Unidade Básica de Saúde - UBS Animal e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências e Emergências Médico-Veterinárias (SAMUVET). O modelo assistencial terá ampliação na capacidade operacional e reorganização dos fluxos de atendimento. Quando a rede estiver toda estruturada, os atuais 45 atendimentos diários passarão para 75.

O anúncio da ampliação foi feito nesta sexta-feira (27) pelo prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião. “Antes a gente tinha somente um complexo, que era esse aqui do Madre Gertrudes, onde já atendemos 50 mil animais, aproximadamente. E o investimento que a Prefeitura fazia era de R$395 mil reais e nós passamos para R$625 mil no primeiro ano de mandato. Quase dobramos o valor investido na Causa Animal em Belo Horizonte. Nós vamos inovar e levar atendimento aos animais nas ruas, nas casas, através do nosso SAMUVET, que é o SAMU Veterinário. Serão 6 unidades rodando o Belo Horizonte para socorrer animai”, disse.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto, “a transferência e novas unidades do CPV trarão mais qualidade e ampliação de atendimento. Recebemos esse pedido do prefeito Álvaro Damião como compromisso dessa gestão com o bem-estar animal na capital minera. É algo que orgulha a SMMA e trará muitos benefícios à cidade”.

Estrutura

A partir de março, o Complexo Médico Veterinário, atualmente no bairro Madre Ger- trudes, passa a funcionar nas instalações do Centro Universitário Uni-BH, também na região Oeste.A nova estrutura representa um espaço maior e mais moderno, além de atendimentos e cirurgias em estrutura própria. A participação da universidade ocorre- rá na forma de cessão do espaço.

Serão ofertados os mesmos serviços voltados a animais de pessoas de baixa renda, mediante distribuição de 45 senhas diárias. A transferência também assegura maior acessibilidade aos usuários, que terão a opção de sete linhas de ônibus até o local. A gestão do Complexo caberá à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa) Minas. A entidade também será a responsável pela operacionalização, conforme chamamento público.

A atual unidade, localizada no Madre Gertrudes, passará a operar como base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências e Emergências Médico-Veterinárias (SAMUVET). Contará com central de atendimento telefônico instalada no próprio local, sala de clas- sificação de risco e ambulâncias veterinárias à disposição, configurando-se como uma estrutura pioneira de atendimento móvel no país, com capacidade estimada para até 85 ocorrências mensais, incluindo casos de atropelamento.

A base não constitui unidade de atendimento presencial ao público, destinando-se ex- clusivamente à operacionalização logística e técnica das equipes móveis. As solicita- ções deverão ser realizadas exclusivamente por meio do canal oficial de atendimento, não havendo recepção direta de usuários ou atendimento espontâneo no local.

Serão atendidos cães e gatos em situações de urgência e emergência médica e res- gate técnico, compreendendo animais vítimas de trauma (atropelamentos, quedas, agressões) em vias públicas e resgates de animais em situação de risco iminente (pre- sos em bueiros, em locais altos ou em condições climáticas extremas).

UBS Animal

E ainda neste primeiro semestre, o CPV inaugurará nova unidade para atendimento de casos de baixo risco e complexidade, na regional Norte. A Unidade Básica de Saú- de - UBS Animal atenderá 30 animais diários por meio de agendamento, após triagem. Dessa forma, passa para 75 o total de consultas por dia em todo o complexo. O inves- timento mensal será ampliado de R$ 395 mil para R$ 625 mil. O investimento em dois anos será de R$ 15 milhões.

O modelo contempla, ainda, a estruturação de uma Central de Regulação e Triagem (CReg), responsável pelo recebimento, classificação e despacho das ocorrências, pro- movendo integração entre o SAMU Vet, as unidades fixas do CPV e os órgãos oficiais de acionamento, além da organização do fluxo assistencial.

Sobre o CPV

O Complexo Público Veterinário de Belo Horizonte é equipamento público de referência no atendimento clínico, cirúrgico e hospitalar de cães e gatos pertencentes a tutores em situação de vulnerabilidade social, cadastrados no CadÚnico ou mediante apre- sentação de declaração de hipossuficiência.

O serviço contempla consultas clínicas, retornos, atendimentos de urgência e emer- gência com classificação de risco, exames, procedimentos ambulatoriais, internações e cirurgias de baixa e alta complexidade. Inaugurado em maio de 2021, o CPV já reali- zou 42.090 atendimentos: 13.878 consultas clínicas, 9.708 retornos, 11.999 atendimentos de urgência e emergência e 6.505 cirurgias.

Atualmente, a unidade disponibiliza 45 senhas clínicas diárias, além do atendimento contínuo de casos emergenciais classificados como prioritários, caracterizando servi- ço de alta demanda e funcionamento hospitalar permanente.

quinta-feira, 19 de março de 2026

VOLUNTÁRIOS QUE ABRIGAM - A REALIDADE QUE NINGUÉM QUER VER

Nos últimos 2 meses, mais de 900 notícias sobre a causa animal foram analisadas.

Entre 70% e 80% são denúncias de maus-tratos.

Isso cria uma sensação clara: tudo virou crime.

Mas nem tudo é o que parece.

Existem casos brutais, sim. Isso é crime e precisa ser punido.

Mas existe outra realidade.

  • Mais de 100 animais.
  • Mais de 1 tonelada de ração por mês.
  • Mais de 1 tonelada de fezes.


Todo dia:

  • recolher
  • lavar
  • esfregar
  • separar brigas
  • cuidar de feridas
  • dar banho
  • medicar
  • enterrar mortos

Ø  Sem equipe.

Ø  Sem apoio.

Ø  Sem estrutura.

Até quebrar.

E quando quebra, vira denúncia.

  • Sem contexto.
  • Sem análise.
  • Tudo vira maus-tratos.

Isso não protege os animais.

Destrói quem ainda tenta ajudar.

Antes de punir:

ü  apoiar

ü  estruturar

ü  cuidar

Sem isso, o próximo caso já está acontecendo.

quarta-feira, 18 de março de 2026

VALE-RAÇÃO E A ELEIÇÃO 2026

Vale-Ração: o mínimo para sustentar quem já sustenta tudo

Em ano eleitoral, fala-se muito sobre proteção animal. Mas quem está na ponta sabe: o problema não é falta de discurso. É falta de ração.

Voluntários mantêm animais resgatados com recursos próprios. Pagam alimentação, cuidados e ainda sustentam um sistema que deveria ser público. Muitos já pararam. Não por falta de vontade, mas por falta de condição.

Proposta objetiva: criação do Vale-Ração para animais acolhidos, garantindo 10 kg por mês por animal, mediante cadastro simples de protetores e distribuição contínua.

Como viabilizar: parceria direta com a indústria de ração, com fornecimento em escala, incentivos fiscais e logística regional. É simples e executável.

Impacto esperado: redução da desistência de voluntários, aumento da capacidade de acolhimento, diminuição do número de animais nas ruas e menor pressão sobre o poder público.

Para candidatos: se a pauta é proteção animal, comece pelo básico. Garantir alimentação é o primeiro passo.

Conclusão: sem ração, não há resgate sustentável. Apoiar o voluntariado não é favor. É política pública eficiente.

terça-feira, 17 de março de 2026

COLA CIRÚRGICA EM CASTRAÇÃO: ENTRE O QUE É IDEAL E O QUE É POSSÍVEL

COLA CIRÚRGICA EM CASTRAÇÃO: ENTRE O QUE É IDEAL E O QUE É POSSÍVEL

A cola cirúrgica já deixou de ser novidade na medicina veterinária.

Ela reduz tempo de cirurgia, facilita o fechamento da pele e pode melhorar a rotina em procedimentos como a castração.

Isso está bem estabelecido.

Mas existe um ponto prático que raramente aparece nos artigos e faz diferença no mundo real:

  • o pós-operatório.

O problema não costuma estar na técnica cirúrgica.

Está no comportamento do animal depois.

  • Lambedura, mordedura e manipulação da ferida são causas frequentes de falha no fechamento, independentemente de ser usado fio ou cola.

E é aqui que surge uma confusão comum:

  • entre o que é cientificamente padronizado e o que é tecnicamente possível

A literatura é conservadora, como deve ser.

Mas a prática exige adaptação, desde que com segurança.

A ideia de associar à cola cirúrgica algum tipo de proteção adicional contra lambedura — inclusive soluções de base vegetal — aparece como tentativa de responder a esse problema real.

Mas isso precisa ser tratado com cuidado.

Qualquer substância aplicada sobre a ferida deve atender critérios básicos:

  • ser estéril
  • não causar reação tecidual
  • não interferir na cicatrização
  • não comprometer a adesão da cola

Sem isso, a solução vira risco.

Por outro lado, ignorar completamente o problema da lambedura também não resolve.

A discussão mais honesta está no meio:

  • a cola cirúrgica funciona bem no fechamento cutâneo
  • o pós-operatório continua sendo o principal ponto de falha
  • há espaço para inovação, desde que respeitando segurança e técnica

O desafio não é escolher entre o que “deve” ou o que “pode”.

  • É aproximar os dois.

Na prática veterinária, especialmente em castrações de rotina, soluções simples, seguras e bem indicadas tendem a ter mais impacto do que protocolos perfeitos que não sobrevivem fora do papel.

A ciência já mostrou: adesivos cirúrgicos funcionam.

Um estudo publicado em 2024 na revista Animals (MDPI) demonstra que eles podem reduzir tempo cirúrgico, complicações e facilitar o pós-operatório em procedimentos veterinários.
  • Não é novidade.
  • Não é experimental.
  • Já está validado.
Mesmo assim, na prática, quase não se usa.
  • Por quê?

Não é falta de tecnologia.
É resistência.

A medicina veterinária ainda se apoia, em grande parte, em técnicas tradicionais — mesmo quando existem alternativas mais eficientes.

E isso pesa.

Num país que precisa de castração em escala, cada minuto importa.
Cada complicação evitada importa.
Cada cirurgia mais rápida significa mais animais atendidos.

A conta é simples.

A ferramenta existe.
A evidência existe.

O que falta é usar.

segunda-feira, 16 de março de 2026

AGENTES DO SUS, VÃO AJUDAR NAS DENUNCIAS CONTRA MAU-TRATOS A ANIMAIS

GOVERNO ANUNCIA CURSO CONTRA MAUS-TRATOS A ANIMAIS — MAS ESPECIALISTAS ALERTAM QUE CAPACITAÇÃO SOZINHA NÃO RESOLVE O PROBLEMA

 Brasília — A iniciativa do Governo Federal de oferecer capacitação para agentes públicos no enfrentamento aos maus-tratos contra animais é vista como um passo positivo por profissionais da área. No entanto, especialistas alertam que apenas cursos não resolvem o problema estrutural da superpopulação de cães e gatos no Brasil. Segundo o médico-veterinário Edilson Pereira da Silva (CRMV-PE 1731), que encaminhou recentemente uma nota técnica a ministérios do governo federal, o desafio vai muito além da fiscalização de maus-tratos.

Hoje milhares de municípios brasileiros convivem com grandes contingentes de cães e gatos em situação de abandono. Esse cenário está diretamente ligado à vulnerabilidade social, ausência de programas permanentes de castração, falta de mapeamento territorial da população animal e baixa integração entre políticas públicas. Sem diagnóstico territorial, a fiscalização costuma agir apenas quando o problema já virou crise.

A nota técnica encaminhada aos Ministérios do Meio Ambiente, Justiça, Saúde e Desenvolvimento Social propõe aproveitar uma estrutura que já existe e funciona diariamente em todo o país: a rede de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE). Durante visitas domiciliares, esses profissionais poderiam aplicar um questionário simples registrando informações básicas sobre presença de cães e gatos nas residências, condição sanitária dos animais, número aproximado de animais por domicílio e possíveis situações de abandono ou reprodução descontrolada.